domingo, 11 de outubro de 2009

Chomijo de Bebê

Essa é a melhor época do ano. O mês de Outubro. O que o faz especial? Meu aniversário e as festas de Outubro de Santa Catarina. Vejam que coisa, no ano em que completo 1/4 de século de vida, minha Vó Marroca revela que não se trata de uma mera coincidência as duas coisas estarem no mesmo mês.

Foi no ano de 1984 o nascimentto desse que voz escreve. Ano este em que foi realizada a primeira Oktoberfest em Blumenau. Diz a lenda, que essa festa de tradição alemã foi motivada pelas enchentes que atingiram a região de Blumenau na época. Nem um sorrisinho de vocês até aqui né, mas pera aí!



Como é de costume, nessa festa desce uma paulistada pra pegar as gordelícias da festa. Nesse ano meu Avô desceu pra festa com seu bando de loco, conhecidos como "O Bonde do Terror". Ele me contou que não importava a cara o que ele e o bonde queriam era o coração das gordelícias. Vizualizem um Corinthiano paulista, com uma gordinha encaixada na cintura, com os braços soltos pra baixo e girando. Quem olhava de longe achava que era um "pirocóptero"gigante. E assim eles dividiram o primeiro balde de chope! O casal ficou famoso na festa, por serem imbatíveis nas prova da tradição alemã. Se revezavam nas vitórias de chope com chucrute, strudel a bolonhesa, chupe chupe de linguição, cuspe em distância, entre outras.
Sabem onde eu entro na história? Na hora em que os dois resolveram oferecer ajuda a uma mulher com um bebê. De acordo com eles, um casal de hippies, daqueles que ficam dobrando fios e fazendo bijuterias nas praças, queriam participar da prova de chope em metro, pra filar um grátis. Então esperaram meus avós beberem o metro deles e em seguida pediram pros Véio me segurar enquanto eles bebiam um chopinho na faixa. Como estavam muito doidos pra me segurar, me colocaram dentro do balde chope. Embreagados no máximo, continuaram a abastecer o balde de chope, mesmo comigo dentro e devem ter bebido algum mijo meu... Pra isso sairam de perto do palco, que também não lembraram mais tarde em qual pavilhão era pra depois de pegar o chope voltar. E assim passei um dia logo após nascer sendo curtido na cachaça! Por isso não tenho rugas será?
Daquela Oktober meus avós aprenderam uma coisa, se bebe não cuide de um bebê. E se quiserem bebe tira o bebê de dentro do caneco, porque o bebê vai mijar no chope que você vai bebe!

Sabendo dessa história fui na Oktober ver se achava meus pais, se teria algum casal de velhinhos hippies filando chope em metro. Esses eu não achei, mas as gordelícias estavam lá. Uma veio no meu ouvido e disse:

RONALDO!



Estranho eles me contarem só agora né... Mas me disseram que contaram isso pra explicar os dois maiores gostos, beber chope e entortar os fios de ortodontia. Porque se não lembram, eu sou dentista e agora um especialista em ortodontia!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Noiva do Nepal II

Quem estava acompanhando a novela da busca da minha pretendente sabe, que não sou "luxento". Até não discriminava religião...

Porém descobri, que meu Avô, famoso Curinthia, não discrimina nada. Minha Vó morre de pena de qualquer coisa, que se movimente e chore. Pra completar resolveram levar meu irmão Emo na busca pela prometida. O menino por ser super Emotivo, não ter gostado da exposição em que o coloquei aqui no blog, embarcou nessa busca mal intecionado...

O trio, muito esperto e com pouco dinheiro, resolveu procurar uma Nepalense na Rua Augusta. Porque meu Vô jura que a Branca não é de Neve e Vovó diz que o Papai Noel não tem saco de brinquedo não! Ambos constataram na Augusta, quando jovens. Assim assumirão que não faltaria mulher de Sari na famosa Rua.

Peripécias do destino, não acharam uma mulher lá, tinha mais era homem de saia mesmo. Mas diz meu Vô, que lá receberam valiosa informação! Não procurariam mais uma mulher para mim, mas sim uma Deusa.

Foram atrás da Deusa, numa Fazenda de Vaca leiteira.

Tentem vizualizar a cena:

Chegam os três com uma Vaca no cabresto, magra que nem leite tinha, toda maquiada e com um vel nos chifres!!!

Primeira coisa que pensei foi, Vaca Loka ta atrasada, não era pra ser uma porca com a gripe suína? Porque só podia ser uma tentativa de assassinato animalesco!

Mas cada um dos três tinha uma justificativa pela escolha!

_Vô Curinthia: A Charlene lá da Augusta, disse que essa será Sua Deusa, afinal, no Nepal Vaca é Deusa e não animal!!!

_Vó Marroquina: a filho, vi ela lá tão magrinha, caída, sem leite, toda cagada e pensei "meu neto pode ser uma solução na vida dessa vaquinha".

_Irmão Emo: já rachei o bico quando vi um traveco orientando o Vô a achar uma vaca pra você, dai quando chegamos na fazenda corri pra achar uma com cara de morte. Então maquiei e produzi, porque é mais ou menos assim que vizualizo as baranga. Mistura de Vaca Loka, com noiva do Boneco assassino!


Sabe o que eu fiz? Quebrei a tradição da família e rechacei a pobre vaquinha! Meu Vô super compreensivo, fez um churrascão no jogo do Corinthians praquele Bando de Loko, que por sua vez adorou comer a Vaca Loka!


Loko né?


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Noiva do Nepal

Todos temos um propósito na vida, não é verdade? Um inerente as nossas vontades, seria a perpetuação da espécie. Tudo bem, que muitos se disvirtuam e acabam por não conseguir essa façanha de engravidar o intestino do companheiro... O que não vem ao caso, porque meus Avós entraram numa busca. Tradição familiar! Eles devem achar uma noiva pra mim! Meu único direito nessa escolha é escolher a nacionalidade. Escolhi Nepal!
Vá lá, pode ser Budista, Induista, uma daquelas religiões que volta e meia está na novela das 8.
Posso ganhar uma Maya...

sábado, 16 de maio de 2009

Demorou, mas aconteceu!

Impressiono-me como consigo começar a minha primeira frase de blogueiro gramaticalmente correta, ou será que é me impressiono? Eniuei, sendo poliglúteo se torna fácil escrever, também tenho uma Vó Marroquina, um Vô Corinthiano, Irmão Emo e o resto tava rasgado, porque minha mãe (ou sei lá quem) escreveu minhas origens nu guardanapo de seda e largou na frente do orfanato, aí acho que fumaram metade da família.

É estranho se eu confessar que sou Dentista? Me chamam (ou será que é chamam-me...) até de Doutor, mas rapidinho já começo dizendo "Abre a boca e feche os olhos". Porque é simples, o cidadão vê um jaleco branco, já sente dor só de respirar o "cheiro de dentista". Dali em diante é quase um monólogo, eu pergunto e respondo quase tudo, porque o paciente geme insesantemente ahan e an an. Após a entupir a boca do paciente com sugador, algodão e água, proibindo assim a liberdade de expressão e liberando a expelição de tudo que tem na boca, só fazemos perguntas sarcásticas. Dessas que não se consegue responder com ahan nem an an, se ainda tentar balançar a cabeça, mostramos a AGULHA, aí parece uma estátua de pedra, gelada e estática (vem de estátua, an an, poliglúteo).

Pra uma descabaspostagem, tô me sentindo engraçadinho. Mas você nem deve ta achando graça né? Vou citar uma poesia então "Bico de Papagaio Penas de Urubu, dê uma risadinha se já deu o C*". Minha Vó Marroquina chegou a perder a dentadura nessa, porque quando ela riu meu Vô Corinthiano, que tem uns amigo que é um bando de loco, roubaram a prótese e enfiaro na boca do meu irmão Emo, pra fazer ele imitar o Silvio Santos cantando: "Ô Seu doutor (ui) eu não me engano (ai), meu coração é corinthiano!"

Acompanhe essa miscelânia, miscigenada, porque se você perder

na verdade não da nada. Só vem e fala comigo que deve ter sido meu Vô que roubou!


Ô Sério, Acompanhem!